Levar as coisas fixas da noite na viagem: livro, peluche e canção

Ilustração de uma paisagem

Em viagem, quase tudo é novo: a cama, o quarto, os cheiros, os sons. Por isso, o que se leva de casa vale ouro. O livro da noite, o peluche preferido e a canção de sempre transformam um quarto de hotel ou uma casa alugada num sítio um pouco mais familiar. Não custa quase nada e traz à criança uma sensação de continuidade, mesmo longe de casa.

Arruma estas coisas primeiro, antes das roupas e dos brinquedos, e mantém-nas à mão durante a viagem. Não as guardes no fundo da mala. Se o peluche viaja no carro ou no comboio, fica ao lado da criança. Um livro de deitar pequeno cabe em qualquer bagagem. Escolhe um que a criança conheça bem, para que possa ser lido de olhos fechados, se for preciso.

O ritual muda de cenário

Ao chegar ao novo quarto, mostra à criança onde tudo fica: a cama, a casa de banho, a janela, a porta. Coloca o peluche na almofada e o livro ao lado. Faz o ritual pela mesma ordem de sempre: dentes, pijama, história, canção, beijo. Repete as mesmas palavras e o mesmo tom de voz. Quando os gestos são conhecidos, o sítio deixa de ser estranho.

A canção é a coisa mais fácil de levar: não ocupa espaço nenhum. Canta à meia-voz, como cantas em casa, e podes mesmo cantar sempre a mesma versão, com as mesmas pausas. Se a criança quiser ouvir a gravação da voz de um familiar, e se isso for possível, podes deixá-la ouvir. Uma luz de presença pequena e portátil também pode ajudar a orientar o quarto novo.

Se a noite não correr como esperado, não te preocupes. As noites de viagem são diferentes, e as crianças percebem isso. O que conta é manter o essencial e ter paciência. Quando voltarem a casa, o ritual encontrará o seu lugar habitual, e a criança verá que tudo o que levou consigo se mantém. A viagem fica como uma boa memória, com as suas noites novas e as suas noites de sempre.